MÉTODO DE SÍNTESE VERDE DE NANOPARTÍCULAS DE OURO POLIMÓRFICAS E USO

Número do processo: 
BR 10 2019 009513 0
Inventores: 
ANA GRACI BRITO MADURRO, JOÃO MARCOS MADURRO, PEDRO HENRIQUE GONÇALVES GUEDES, JÉSSICA GUIMARÃES BRUSSASCO, ANNA CLARA RIOS MOÇO, DAYANE DOTTO DE MORAES E BÁRBARA DUARTE CUNHA
Categoria: 
Patentes
Áreas de Atuação: 
Biotecnologia
Problema/Aplicação Tecnológica: 

A fabricação convencional de nanomateriais de alta qualidade, em especial de nanopartículas de ouro, geralmente requer o uso de metodologias químicas fundamentadas na redução de íons metálicos. Esse modelo de produção tradicional exige a introdução obrigatória de agentes redutores específicos e substâncias estabilizadoras artificiais. A grande desvantagem desse processo químico reside na necessidade de avaliar constantemente os impactos e riscos associados à toxicidade dessas substâncias, tanto em relação à integridade do meio ambiente quanto à saúde humana. Diante disso, a tecnologia proposta serve como uma alternativa limpa e sustentável, encontrando campo de aplicação imediata no desenvolvimento de nanobiossensores, em plataformas diagnósticas para testes rápidos no ponto de atendimento, na nanomedicina e na nanobiotecnologia em geral.

Diferencial: 

O grande diferencial desta invenção reside no emprego de um método de síntese verde para a obtenção de nanopartículas de ouro polimórficas. Diferente dos processos convencionais de redução química industrial, a rota verde minimiza os impactos ecológicos nocivos ao prezar pela biocompatibilidade e pela baixa toxicidade. O processo consegue entregar nanopartículas que exibem excelentes propriedades de condução, alta relação entre área superficial e volume e características optoeletrônicas diretamente vinculadas ao seu formato polimórfico. Adicionalmente, as imagens de microscopia revelam um arranjo estrutural bem definido com uma distribuição de tamanho que atinge uma média de dezenove nanômetros, garantindo propriedades físicas e químicas controladas e reprodutíveis sem a dependência de estabilizantes puramente sintéticos e agressivos.

Oportunidade: 
A tecnologia abre uma importante janela de oportunidade mercadológica para a substituição de insumos sintéticos por insumos de origem ecologicamente correta na indústria biotecnológica. Existe uma demanda crescente por sensores analíticos miniaturizados e automatizados que operem de forma rápida e de baixo custo. Empresas voltadas para segurança alimentar, bioengenharia, medicina diagnóstica e terapias avançadas podem absorver essa metodologia de síntese verde para desenvolver dispositivos médicos, exames de tomografia computadorizada e terapias por raios X com menor rejeição biológica e pegada de carbono reduzida. Trata-se de uma oportunidade para alinhar alta performance científica com as exigências regulatórias globais de sustentabilidade produtiva.
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