Inovação para a Resiliência Climática no Cerrado e Amazônia
Inovação para a Resiliência Climática no Cerrado e Amazônia
15/10/2026 - 15:49 - atualizado em 21/10/2026 - 07:07
- 1. Contexto Estratégico e Geográfico
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A própria composição da rede é uma estratégia de inovação. A rede atua nos quatro biomas brasileiros, com presença nas cinco regiões do país. A UFPA (Belém) está no coração da Amazônia, e a UFU, UFTM e UFCA estão no Cerrado, bioma fortemente impactado pela agropecuária. A localização da UFPA em Belém, sede da COP30, é explicitamente citada como uma oportunidade estratégica para a rede no debate sobre biodiversidade e mudanças climáticas.
- 2. Inovação em Práticas Agrícolas e Conservação
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A inovação não é apenas tecnológica, mas também de modelo de produção. O documento cita projetos e parcerias que visam:
Agricultura de Baixo Carbono e Resiliência: Desenvolvimento de sistemas produtivos que se mantenham viáveis mesmo com as mudanças climáticas.
Manejo Sustentável e Restauração: Projetos de restauração de pastagens degradadas, cultivos anuais sem uso de fogo e sistemas agroflorestais como a parceria com a Embrapa, IPAM, CIRAD e UFRA no projeto Sustenta & Inova.
Bioeconomia e Sociobiodiversidade: Valorização de produtos florestais, como açaí e cacau e fortalecimento de cadeias produtivas comunitárias como exemplo, a parceria com a Alunorte e comunidades quilombolas.
- 3. Inovação Tecnológica e Digital para Monitoramento
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A proposta prevê o uso de tecnologias de ponta para monitorar e responder às mudanças climáticas:
Sensoriamento Remoto e IA: Uso de LiDAR de alta densidade por drones (UAV) para inventário florestal em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado como a parceria com a University of Florida.
Monitoramento Ambiental: Desenvolvimento de sensores e plataformas para monitoramento de água, fauna e biodiversidade como o projeto com a IUCN e Huawei na RESEX de Soure.
Inteligência Artificial para Clima: Discussões com a Incheon National University (Coreia do Sul) sobre o uso de Deep Learning e transformers para análise de séries temporais climáticas e detecção de desmatamento.
- 4. Inovação em Energia e Processos
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Há uma clara conexão entre a resiliência climática e a transição energética:
Energias Renováveis: Pesquisas em energia solar, hidrogênio verde como o projeto com a TRANSPETRO, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e valorização de biomassa.
Química Verde: Desenvolvimento de processos catalíticos para converter CO2 em produtos úteis usando luz solar (ex: a parceria entre UFU e LMU da Alemanha).
- 5. Governança e Justiça Climática
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A inovação para a resiliência também é social e de governança:
Monitoramento Territorial Independente (MATI): A UFPA coordena o MATI na Volta Grande do Xingu, que une cientistas e povos indígenas para monitorar impactos de hidrelétricas, gerando dados que subsidiam decisões do IBAMA.
Inclusão e Diversidade: A rede adota estratégias para reduzir assimetrias regionais e incluir grupos sub-representados (indígenas, quilombolas, mulheres) nas ações de internacionalização e pesquisa.
SDG 2
Fome Zero e Agricultura Sustentável
Erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável
Saiba mais: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/2
SDG 7
Energia Limpa e Acessível
Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos
Saiba mais: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/7
SDG 12
Consumo e Produção Responsáveis
Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis
Saiba mais: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/12
SDG 13
Ação Contra a Mudança Global do Clima
Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos
Saiba mais: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/13
